Chieko Aoki, Marília Rocca e Amalia Sina abrilhantaram o terceiro dia de palestras da Semana Temática Mulheres em Foco do CRA-SP

Chieko Aoki, Marília Rocca e Amalia Sina abrilhantaram o terceiro dia de palestras da Semana Temática Mulheres em Foco do CRA-SP

Chieko, Amalia SIN

Sensibilidade é fundamental

O terceiro dia da Semana Mulheres em Foco começou inspirador para as profissionais que desejam começar o seu próprio negócio. Chieko Aoki, que comanda mais de 3,2 mil pessoas na rede Blue Tree Hotels e empresas do Grupo Aoki por todo o Brasil, falou sobre os diferenciais femininos na palestra A força da mulher empreendedora e a gestão inteligente.

Chieko ressaltou que empreender não é fácil e que nessa jornada é preciso ouvir as histórias de sucesso e, ainda, de fracasso, pois essas últimas também nos ensinam coisas fundamentais sobre todo o processo. Falando especificamente sobre as mulheres nesse cenário, a executiva deu dicas importantes para o começo do negócio. “Quando o nosso objetivo for maior, não devemos ter sentimento de culpa por deixar nossa casa ou nossa família em alguns momentos. Também não podemos nutrir o sentimento de rejeição, pensando que não somos boas o suficiente, mesmo que no início isso seja verdade, pois estamos buscando nos tornar melhores. Por último, temos que fortalecer a nossa autoestima e isso será construído a cada obstáculo superado”, aconselhou.

A empresária reforçou a importância de as mulheres ajudarem umas às outras na trajetória do empreendedorismo, que deve sempre ser baseado em três pilares: superação, inovação e propósito. Dando o exemplo do seu próprio negócio na área hoteleira, Chieko lembrou que a sensibilidade é essencial na jornada e que as mulheres possuem o espírito de cuidar naturalmente, o que ajuda na construção de times engajados. “Colaboradores precisam ser cuidados para transmitirem isso aos clientes. O cuidar não se ensina: todos temos que receber isso para entender e passar adiante”, finalizou.

Como inserir a mulher na tecnologia?

No período da tarde, a Semana abordou um tema que ainda é um desafio para muitas mulheres no mercado de trabalho: a tecnologia. Para falar sobre como é possível mudar esse cenário e promover a diversidade nesse campo, a diretora geral da Ticket Serviço, Marília Rocca, apresentou fatores que impactam as profissionais de todo o mundo, em sua palestra Desprogramando o preconceito: mulheres e tecnologia.

Para Marília, entre os inúmeros motivos que fazem as profissionais não se sentirem à vontade no setor de tecnologia, está a falta de exemplos femininos na área. “É muito importante que mulheres que atuam em tecnologia conversem e se exponham ao público para falar sobre esse tema. O poder do exemplo é muito transformador, porque todas nós, de alguma forma, precisamos ver para crer”, explicou.

É através desses exemplos, explicou Marília, que as mulheres se conscientizam que é possível conciliar uma carreira de destaque com família e filhos. Para isso, segundo ela, é necessário tomar decisões e fazer as pazes com as suas escolhas.

Sobre incentivo, a palestrante afirmou que, desde pequenas, as meninas são poupadas e ensinadas a não se aventurarem ou fazerem coisas passíveis de riscos, e que esse comportamento tem minado a vontade delas de seguirem campos considerados mais masculinos. Essas atitudes, segundo ela, nem sempre estão declaradas, mas na maioria das vezes acontecem sutilmente no dia a dia e, de forma inconsciente, impactam meninos e meninas.

Psicopata corporativo

A noite desta quarta-feira foi de muito aprendizado para os participantes da palestra Psicopata corporativo: como a mulher pode identifica-lo e se proteger dele, conduzida pela diretora da Fiesp, a Adm. Amalia Sina, também autora de um livro sobre o assunto.

Baseando sua apresentação na famosa frase de Maquiavel, que diz “todos veem o que você parece ser, mas poucos sabem o que você realmente é”, Amalia surpreendeu a plateia ao afirmar que 4% da população mundial é psicopata e que, desse total, 1% é representado por mulheres.

De acordo com a administradora, o psicopata não é uma pessoa doente do ponto de vista clássico, porque ele pode escolher se faz ou não o mal. Mas que possui um transtorno de personalidade, que o torna clinicamente perverso. “O psicopata nunca se tornará uma pessoa do bem. Ele nasce psicopata e, por volta dos 7 anos, já dá sinais da sua condição”, decretou.

Entre as características mais sobressalentes de um psicopata, segundo Amalia, estão a crença de que ele é autossuficiente e de que todos que são o oposto dele estão a seu serviço; é egoísta; possui alta capacidade de sedução e manipulação; apoia-se na religião para desarmar suas vítimas; é superficial nos relacionamentos; não respeita o próximo; não segue regras ou demonstra ética; exerce poder camuflado e pode ser encontrado em todos os níveis hierárquicos: chefes, subordinados, pares. “Viver com um psicopata dentro da corporação equivale a estar em um quarto escuro, sem saber de onde vem o tiro e quem está atirando. Ele passa cerca de uma hora por dia pensando em como prejudicar o outro”, alertou.

Para finalizar, Amalia lembrou a plateia que a única forma de se proteger do psicopata corporativo é aprendendo a reconhecê-lo, para resistir aos seus encantos.

Fonte: crasp

31/07/2018

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